Carlos Ayres Brito
* Aracaju, SE. – 18 de Novembro 1942 d.C
Carlos Ayres Britto é um jurista brasileiro.
Em 2003, foi nomeado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Autor de diversas obras jurídicas e de poesia, conferencista requisitado, membro da Academia Sergipana de Letras e, desde 2003, ministro do Supremo Tribunal Federal. É conhecido também por enfrentar problemas jurídicos com trocadilhos engenhosos, que revelam a fragilidade de argumentação de teses contrárias.
Eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral, tomou posse no dia 6 de maio de 2008, tendo como vice-presidente o Ministro Joaquim Barbosa.
Publicou em 2001 o seu quarto livro de poesia intitulado “A pele do ar 3?. O livro, uma edição primorosa organizada pela poeta Ilma Fontes (editora do jornal cultural O Capital), com quadros de Adauto Machado e um prefácio do poeta e jornalista Jozailto Lima, vem confirmar o lugar do vate propriaense no panorama das letras sergipanas.
Contando com 176 poemas de formas curtas e versos livres, este exemplar poético traz uma visão multifacetada da lírica de Carlos Ayres de Britto. Temas sociais, reflexões sobre a morte, conceituações do amor e, principalmente, um canto total de amor à vida, são algumas facetas desse poeta que inscreve sua dor e alegria na pele do real tingido pelas cores da poesia.
Na verdade, encontramos em A pele do ar um poeta altamente influenciado pelo sentimento de carpe diem do clássico Anacreonte. Viver a vida em sua plenitude existencial é seu primeiro e último compromisso de homem e de poeta.
Obra Jurídica
* Jurisprudência Administrativa e Judicial em Matéria de Servidor Público (1978, Imprensa Oficial do Estado de Sergipe)
* Interpretação e Aplicabilidade das Normas Constitucionais, em parceria com Celso Ribeiro Bastos (1982, Editora Saraiva);
* O Perfil Constitucional da Licitação (1997, Editora ZNT, Curitiba) *Teoria da Constituição (Editora Forense, Rio de Janeiro, 2003).
Eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral, tomará posse no dia 6 de maio de 2008.
Poesia
* Teletempo (Ed. do autor, 1980)
* Um lugar chamado luz (Ed. do autor, 1984);
* Uma quarta de farinha (Editora ZNT, Curitiba, 1998);
* A pele do ar (Gráfica e Editora J. Andrade, Aracaju, 2001)
* Varal de borboletras (Gráfica e Editora J. Andrade, Aracaju, 2003).
Namore bem com a vida.
Deixe que ela seduza você.
Permita-se ter um caso de amor
Com ela,
Mas não pare por aí:
(…)
Faça tudo isso e prove da vida
Como do néctar das flores
Prova o colibri,
Sem se perguntar se existe outro céu
Fora daqui.
Conselho, p. 54
O capital reduz
Homem do povo a animal,
E quando o homem do povo
Se comporta como animal,
O capital exige contra ele
A pena capital – Pena de morte, 177
A vida se quer objeto de cama e mesa.
(…)
E por isso desfrutemos das coisas
a todo momento,
a cada minuto,
senão a vida se cobre de luto.
Cama e mesa
Aquele que passa fome
Fica tão prisioneiro da sua fome
Que não lhe sobra liberdade
Pra mais nada.
Fome, p. 140
