Clóvis Beviláqua – Jurista

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Clóvis Beviláqua
* Viçosa, Ceará, Brasil – 4 de Outubro de 1859 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ. – 26 de Julho de 1944 d.C
Fundador da Cadeira 14 da Academia Brasileira de Letras
Jurista, magistrado, jornalista, professor, historiador e crítico.

Filho de José Beviláqua, que foi deputado provincial muito tempo, e de Martiniana Aires Beviláqua. Iniciou os estudos na cidade natal, ingressando, em 1872, no Ateneu Cearense. Daí transferiu-se para o colégio oficial de Fortaleza, em 1875. No ano seguinte, com 17 anos, embarcou para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu nos estudos freqüentando o Externato Gaspar e o antigo Mosteiro de São Bento, concluindo os preparatórios juntamente com Paula Ney e Silva Jardim. Em 1878, embarcou para Recife, iniciando os estudos jurídicos na renomada Faculdade.

Com Martins Júnior, começa a publicar o folheto Vigílias Literárias e, a seguir, o jornal A Idéia Nova. Ambos trabalharam no jornal República, nos folhetos Escalpelo, Estenógrafo e O crime de Vitória. Ao concluir o curso, em 1882, foi escolhido para orador da turma.
Iniciou a carreira de magistrado, em 1883, ao ser nomeado promotor público de Alcântara, no Maranhão. No jornalismo, fez campanha pela República e, após a proclamação, foi eleito deputado à Assembléia Constituinte pelo Ceará. Foi a primeira e a última vez que ocupou uma posição política.

Em 1884, já casado com D. Amélia de Freitas, prestou concurso para professor de Filosofia da Faculdade de Direito do Recife. Iniciou, então, a série de obras jurídicas que o credenciariam perante o país para desincumbir-se da missão que lhe foi atribuída pelo Presidente Epitácio Pessoa, em 1899, convidando-o a elaborar o anteprojeto do Código Civil Brasileiro. Veio para o Rio de Janeiro em março de 1900 e, em outubro do mesmo ano, terminava a sua obra.

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Clóvis Bevilácqua – Capa Livro Direito das Obrigações

A matéria passou a ser estudada no Congresso Nacional. No Senado foi Rui Barbosa encarregado de estudar o projeto e dar o parecer. A demora por parte deste começou a impacientar, mas ninguém sabia o que estava Rui Barbosa a fazer. Quando, afinal, apresentou o parecer, era um trabalho monumental em que examinava, particularmente, tudo que dizia respeito à vernaculidade do projeto de Clóvis Beviláqua, deixando de lado tudo que dizia respeito à matéria jurídica, para se lançar em questões gramaticais de toda ordem. É que para Rui Barbosa a firmeza e propriedade das expressões eram de capital importância.

A esse propósito travou-se uma longa polêmica entre Rui Barbosa e o filólogo Carneiro Ribeiro. Em sessões públicas memoráveis Clóvis Beviláqua defendeu o seu trabalho. Somente depois de dezesseis anos de discussões, em 10 de janeiro de 1916, o seu anteprojeto era transformado no Código Civil brasileiro, libertando-nos, afinal, das Ordenações do Reino, que nos tinham vindo da época colonial.

Em 1906, o Barão do Rio Branco nomeava-o consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores, onde se manteve até 1934. Em 1920 foi convidado a fazer parte do Comitê dos Juristas no Conselho da Sociedade das Nações. Com a condição de não se ausentar do Brasil, aceitou, colaborando, assim, no importante convênio. Continua publicando novos livros de literatura e direito, sobretudo os Comentários ao Código Civil, em seis volumes. Em obras especiais estuda diversas partes do Código: Direito da Família, Direito das Obrigações, Direito das Cousas.

Consta que Clóvis Beviláqua deixou de freqüentar a Academia quando ela recusou o pedido de inscrição que fez sua mulher, a escritora Amélia de Freitas Beviláqua, para concorrer à vaga de Alfredo Pujol, sob a alegação de que as mulheres não podiam ser acadêmicas. A sua carta de inscrição é de 29 de maio de 1930. A Gazeta de Notícias, de 20 de agosto de 1926, já informava que eram três os acadêmicos que se afastaram definitivamente da Academia: Oliveira Lima, Graça Aranha e Clóvis Beviláqua, e por essa razão não votaram para eleger o sucessor de Mário de Alencar, na Cadeira nº. 21.

Já estava, portanto, o jurisconsulto definitivamente afastado da Academia, desde agosto de 1926, quando sua esposa quis candidatar-se, em maio de 1930. Não sendo freqüentador assíduo das reuniões acadêmicas, deixou-a pouco a pouco depois de 1915. Quando a Academia elegeu Osório Duque-Estrada, para suceder a Sílvio Romero, designou Clóvis Beviláqua para saudar o novo acadêmico, ignorando que Osório, pouco antes da sua eleição, havia publicado uma nota violenta, na sua seção do Jornal do Brasil, o “Registro Literário”, diminuindo os méritos literários de Amélia de Freitas Beviláqua.
Esta é a razão do seu afastamento da Academia.
Em 1942, seu nome foi incluído no “Livro do Mérito” e, no ano seguinte, o seu busto inaugurado em praça pública.

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Clóvis Beviláqua – Manuscrito

Bibliografia
Obras: Vigília literária, 2 folhetos, em colaboração com Martins Júnior (1879-1882); A filosofia positiva no Brasil (1884); Estudos de direito e economia política (1886); Épocas e individualidades (1889); Teoria geral do direito civil (1890); Lições de legislação comparada sobre o direito privado (1893); Frases e fantasias (1894); Direito de família (1896); Juristas filósofos (1897); Código Civil comentado, 6 vols. (Edições tiradas, separadamente, por volume; edição completa em 1916); Direito das obrigações (1896); Em defesa do projeto de Código Civil Brasileiro (1906); Princípios elementares de Direto Internacional Privado, (1944).

Textos Escolhidos

NA HELÊNIA
Nessa noite, Crobilo teve um sonho estranho que lhe pareceu uma revelação.
Estava sentado sob um frondoso plátano, em uma eminência de onde se avistava, a um lado, o Pireu com as suas cabanas de pescadores, seus vastos armazéns, suas extensas muralhas e os três portos. Mais além a ilha Egina, que Péricles chamara a belida do Pireu, e o mar, vasto e azul, cortado por vários navios garbosos, cujos remos fendiam as águas, unidos na distância, num compasso igual, semelhando grandes aves marinhas a agitar as asas em demorado vôo à flor das águas.

Sem que percebesse de onde viera, chega-se a ele Epicuro, com a mesma fisionomia sofredora e nobre, o mesmo olhar doce e suavemente melancólico, e os lábios encurvados pela mesma ironia fina que mais parecia eflúvio de uma alma que sofre do que desilusão de um espírito que tudo sondou para tudo saber. Estavam sós, Epicuro pousou-lhe a mão no ombro e falou, numa voz persuasiva e acariciante:

- Buscas o repouso e a felicidade. E onde julgas que esteja a felicidade, e onde pensas que se esconda a paz do espírito, que é doce como um fruto sazonado? No prazer? Na volúpia? No gozo fugitivo e vão dos sentidos? Aristipo e a escola cirenaica foram todos uns desvairados. Não afastes o prazer que te for deparado pelo mundo; mas colhe-o como quem colhe uma flor. Ele vem da natureza e foi ela que assim nos moldou a vida. Erigir porém a satisfação dos desejos materiais em princípio fundamental de conduta, em base da moral, é um pensamento sujo que tresanda a vinho. O prazer físico, se é descomedido, exaure deixa um ressaibo de fel; a volúpia contínua apaga o fogo da inteligência, centelha divina que nos destaca e eleva acima dos brutos e dos bárbaros.

- Mas a religião? balbuciou Crobilo dominado mais pelo tom das palavras do que mesmo pelo que elas significam.
- A religião? … O filósofo teve um olhar mais condoído e uma ironia mais forte, porém uma doce ironia que não magoava. A religião? … Não atormentes os deuses com as tuas preces insensatas. Efebos eternamente belos, eternamente jovens, afogados na ebriedade de um gozo ideal, não podemos sequer imaginar que eles se rebaixem a se imiscuir com a nossa vida mesquinha que dilaceram as paixões e as dúvidas. Serenos e despreocupados, eles vagam pelos intermúndios, enquanto o lento curso das coisas se desdobra imutável, impelido pela queda dos átomos em turbilhão.
- Mas a pátria?

- Bela e nobre coisa é, por certo, servir aos seus, ser útil à pátria. Mas teriam sido felizes, Aristides banido, Temístocles, refugiado entre os persas, Fócion, bebendo a cicuta preparada por aqueles mesmos a quem procurara servir, Demóstenes, suicidando-se no templo de Posêidon, na Caláia? … Não te descoroçoem estes exemplos, e serve à tua pátria nobremente, como estiver em tuas forças; mas não suponhas que encontrarás aí a felicidade. O favor popular é uma fonte inesgotável de mágoas e dissabores. O povo é inconstante e cruel; sacrifica, em uivos de cólera, o ídolo que adorara de joelhos no dia anterior. Que mortal foi maus endeusado pelos atenienses, do que Demétrio? E, no entanto, que destino triste o seu!… Não procures o favor das turbas; segue impávido o teu caminho e deixa que a onda popular se espoje além, sem te arrastar no seu refluxo.

- E o que fazer? Onde beber, então, o gozo que as almas procuram sedentas? Onde a felicidade? Onde a paz do espírito?
- Há um vinho mais doce e mais delicado do que o que se extrai dos cachos da uva de Quio e que se bebe em taças lavradas. É a prática do bem, é a virtude, a qual nos dá o gozo no momento atual, que passa rápido, e no passado, que subsiste pela revisão do que fizemos. Ninguém pode ser feliz sem ser justo! Existe um favor mais cobiçável do que o da populaça de Atenas ou de qualquer outra cidade: é o da própria consciência e o da consciência dos que nos podem compreender!
Coloquemo-nos acima do vulgo, sem desprezá-lo vaidosamente.

Libertemo-nos de suas inquietações crudelíssimas e de seus temores infantis, criados pela ignorância; mas não procuremos arrancar-lhe as ilusões que lhe amenizam a existência, uma vez que não é possível iniciá-lo na religião da ciência, que tem as suas provações como as outras os seus mistérios.

Envolvidos no sendal sereno da ataraxia que nos dá a contemplação das leis universais da natureza grandiosa e vasta, da beleza ideal e da virtude, cortemos o cordão umbilical que nos prende ao mundo reduzido de uma pequena cidade helênica, e elevemos a vista mais ao largo, mais ao longe.

A suprema serenidade que só as almas superiores conhecem eis a felicidade tangível. O caminho que a ela nos conduz é essa necessidade faminta de conhecer o mecanismo da vida universal, aliada a essa outra necessidade de ser bom, de ser justo. Isto é a filosofia, é “a energia pela qual a razão conduz o homem à felicidade”. A filosofia é um rio de águas claras e profundas, mas está longe, muito além, por trás de montes altíssimos, de florestas rebarbativas.

O filósofo calou-se. E nesse momento assumiu Telesipa, como se tivesse emergido do solo.
Tinha um sorriso vitorioso aberto em flor na flor dos lábios, e, arrepanhado um pouco a túnica que o vento do mar agitava, derramou a luz do seu olhar sobre as dúvidas tormentosas de Crobilo. Falou, radiosa:
- Não rebusques mais nem desesperes. A felicidade sou eu! É bem simples, poder crer: a felicidade sou eu. – E, envolta em uma nuvem diáfana, trescalando mirra, sorriu ainda, vitoriosamente.

O filósofo, envolvendo os dois jovens no mesmo olhar compassivo, acenou com a sua bela cabeça de pensador, aprovando:
- Amai-vos – disse – enquanto sois moços e a lira de vossa alma tem vibrações para essa incomparável ternura que transvasa do seres quando se infloram para o amor! Amai, dissolvei o vosso ser em ondas de afeto! Sim, é isso. É bem simples e é perfeitamente humano. Mas não esqueçais a linha reta, e, sempre com os olhos fitos no alto, procurando compreender a natureza e a vida, o real e o justo, segui o vosso caminho, unidos e felizes, desassombrados e inesitantes.
(Frases e instantes, 1894.)

EM DEFESA DO PROJETO DE CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
[...]
Por um lamentável desvio da crítica, versou a discussão muitas vezes, entre nós, sobre questões de estilo e gramática. Fugi o mais possível de envolver-me nessa contenda bizantina que um só resultado poderia ter: o de perdermos um tempo considerável e precioso, se não a oportunidade de obter a passagem do Código Civil no Congresso. Mas era impossível ficar quieto, imperturbável, quando a picareta impiedosa, derrubando a caliça e levantando nuvens de poeira fingia estar solapando a construção.

Desejariam os antagonistas do Projeto vasá-lo numa língua hierática, impecável, que jamais existiu na realidade da vida, que jamais foi falada pelo povo, e que eles supõem idealmente criada pelos escritores de sua predileção.

Para mim a língua é o que disse Schoefle, “a capitalização simbólica do trabalho intelectual de um povo,” continuamente a remodelar-se, a enriquecer-se de formas novas, a ganhar energia e delicadeza de expressão. Por isso bem sentenciou Araripe Júnior, quando afirmou: “O escritor que não se utiliza da língua viva de seu tempo, será um mau escritor ou um escritor incompleto.”

Muitas vezes será um espírito de grande valor, atingindo as grandes alturas da forma artística, a quem a vida no seio de uma literatura estranha ou de outra época, por assim dizer, alienou do meio social contemporâneo. Sem esse voluntário afastamento, mais acentuada e fecunda seria a sua influência nas letras pátrias.

Se um Alfred de Musset irritava-se e prorrompia em acres reprimendas porque uma vírgula fora mal colocada, não devemos imitá-lo em sua doentia preocupação.

A língua de que usamos deve nos merecer afetuoso cuidado, mas, como observou um escritor espanhol, as línguas vivem de heresias, a ortodoxia condu-las à morte. Muitas idéias dificilmente se exprimiriam com as frases usadas pelos clássicos e é absurdo que mutilemos as idéias porque no guarda-roupa dos séculos passados não encontramos um traje talhado para ela.
Mas, ou o Projeto apenas pecasse contra um desarrazoado purismo ou contivesse reais defeitos de forma, é fora de dúvida que o aperfeiçoamento de sua redação, sob o ponto de vista gramatical, devia ser considerado operação secundária e jamais postergar o exame dos princípios jurídicos que o Projeto encarnava. Foi inconseqüência injustificável preterir a essência pela forma.
[...]

A RÉPLICA DO SENADOR RUI BARBOSA
O eminente senador Rui Barbosa escreveu um volumoso in folio, de 214 páginas, para pulverizar as objeções feitas à crítica evidentemente inoportuna, clamorosamente injusta e desusadamente causticamente, com que S. Exa. recebeu o Projeto de código civil. Não estranho a vastidão desse trabalho, porque estou habituado a admirar, no egrégio escritor baiano, essa faculdade surpreendente de produzir grandiosos fragmentos em que a minúcia paciente da análise corre parelhas com o fluir estrepitoso da frase. Estranho, porém, que, sendo tão extensa, não seja completa a Réplica.
[...]
A Réplica é sem dúvida um ótimo expositor de gramática portuguesa, gramática prática, à moda Cândido de Figueiredo, com adubos de erudição mais extensa. Não serviria, porém, para modelo de argumentação.
[...]
Avara na resposta aos pontos litigiosos e pródiga em considerações estranhas ao assunto em debate. Tal se mostra a Réplica; ao menos na parte que mais de perto me toca. E não tanto por nos ter dado um farto volume de filologia, após outro pouco menos volumoso, como inesperado exórdio de um debate jurídico, e sim principalmente por achar sempre meios de trazer para o pleito o que melhor seria que permanecesse fora dele.

A minha personalidade literária, já de si apagada, é sem valia, não reclamava essa marcha de flanco que a Imprensa começou a desenvolver, a que discursos proferidos no senado imprimiram movimento mais acelerado e que a Réplica acaba de transformar em ataque mais direito.
Entre os defeitos que me tornavam impróprio para realizar a assoberbante empresa de redigir um Projeto de código civil, salientava a Imprensa como primacial a ignorância da língua. “Falta-lhe um requisito PRIMÁRIO, essencial, soberano, para tais obras: a ciência da sua língua, a casta correção do escrever.”

Eis aí: para elaborar um código civil, o saber jurídico é requisito secundário e subordinado; o essencial, o indispensável, o soberano, a qualidade primária é “a casta correção do escrever.” Sobre essa idéia original tem sido construída toda a crítica ao Projeto atual. O Parecer e a Réplica são desdobramentos lógicos desse pensamento primordial. E somente por uma inconseqüência, como há muitas na Réplica, acha censurável o egrégio senador Rui Barbosa que a comissão da Câmara tenha pedido ao dr. Ernesto Carneiro, profundo conhecedor da língua e elegante escritor, o auxílio valioso da sua competência.

Se para codificar é bastante possuir a casta correção do escrever, porque exigir conhecimentos jurídicos de quem fora chamado exclusivamente para dizer sobre a linguagem?

O pregão da minha incompetência tem sido martelado sobre esta base. “Bem se vê que vive fora do idioma em que se exprime”, diz a Réplica a chasquear. E a cada passo a obsessão se revela, lampejando às vezes numa frase rápida, espraiando-se, outras vezes, em exclamações emocionantes, transpondo mesmo, em certo momento, os limites do que me parece o terreno próprio de discussões como esta.
As acusações objetivadas em fatos não são por ora mais de três. Um verbera a locução escritor de testamento.

Não há mais que dizer a respeito. Em atenção ao crítico que reflete a elevação sobre a pequenez da censura, consideremos as outras duas.
Primeiro artigo do libelo: terminei as minhas observações para esclarecimento do Projeto de código civil por uma adversativa porém. Este feio delito foi exposto à execração do senado como característico da mais lamentável… negligência.

“Eu creio que nos anais do escrever o fato é virgem. Há nesta assembléia escritores, gramáticos, homens de letras, e mesmo aos que o não são, eu estou certo, não há de deixar de produzir uma impressão de estranheza e de inverdade (?) extraordinária entre nós, verem acabar um livro por uma adversativa.” Na Réplica esta minha falta de tato gramatical e de gosto literário é novamente celebrada. O nobre senador gosta de insistir na mesma idéia, apraz-se em referir a mesma história duas, três e mais vezes.

Diz a Réplica: O que ela (a tradição da língua) não tolera é encerrar com essa adversativa, períodos, parágrafos e obras, como fez o sr. Clóvis Beviláquia, em cuja longa introdução ao seu projeto de código civil, um porém sem precedente na história do nosso idioma remata aquele escrito, antecedendo ao último ponto final à assinatura do autor.”

Deve ter razão o ilustre censor. Mas observo, em minha defesa, que essa adversativa tem a particularidade de ser freqüentemente usada, como pospositiva, construindo-se figuradamente as frases em que ela entra. Se nos clássicos não se deparam exemplos que me apadrinhem, nem por isso me sinto mais acabrunhado. Aprendi com Aristóteles que se deve procurar não o que é antigo, mas o que é bom, e tenho sérios motivos para suspeitar que, no século vinte, o cabedal de conhecimentos da humanidade seja maior e mais sólido do que foi ao tempo dos quinhentistas.

Exclamações não são razões; portanto, enquanto estas se não revelarem, continuo a pensar que não é tão nefando o caso quanto se faz supor, e comigo pensa Maria Amália Vaz de Carvalho, escritora muito conceituada, que não trepidou em colocar, como eu, adversativa no fim de um período. “Tirem da história do mundo, em que já tem lugar primacial, toda a questão Dreyfus, e o romance de Zola talvez possa interessar-nos. Duvido, PORÉM.”1
[...]
O que há de estranhável, de irritante mesmo, nas emendas do senador Rui Barbosa, é sobretudo o comentário onde esfuziam chufas, estridulam chanças e mal se esconde o menospreço pelo trabalho alheio. E o que pretendemos com as nossas defesas foi mostrar que houve muita injustiça nas acusações do Parecer, injustiça que foi a alma parens dos erros em que por sua vez caiu o ilustre senador.

O Projeto continha defeitos, mas o senador Rui Barbosa exagerou-os sobre posse. Exagerando-os, avolumando-os, realçando-os, inflando-os para que se tornassem mais visíveis, fez em torno desse produto legislativo um nevoeiro denso que nos tira a visão exata das coisas. E S. Exa. não escapou à ação perniciosa dessa caligem. Foi vítima de seu método, desviou-se da estrada segura; resvalou em alguns equívocos.
Não me interessam, porém, esses equívocos senão pelo que refletiam ou podiam refletir no contexto do Projeto ou na interpretação das doutrinas de que o Projeto se fizera expressão.

Add. 1905. Não se dá com o meu temperamento nem com a minha orientação literária desperdiçar o tempo a cata de um vocábulo, a ver como em 1500 o empregavam os cronistas, os vates e os predicantes. Mas, ao acaso das leituras, como ao sábio censor pareceu o caso singular e estranhou, fui sublinhando alguns empregos de pospositivas idênticas ou semelhantes, para não deixar desacompanhada a distinta escritora invocada no texto.

Eis aqui algumas amostras que não me deixam ficar sem precedentes ou me apontam subseqüentes:
Fale em primeiro lugar o poeta Bernardim Ribeiro:
E vi tudo escuridão
Cerrei meus olhos então
E nunca mais os abri;
Que depois que os perdi
Nunca vi tam grande bem;
Porém ainda mal, porém!…
São estes os últimos versos do romance A Visão do conhecido e apreciado poeta que teve a ventura de viver no século XVI (Ver Parnaso lusitano, tomo III, p. 154).

Eça de Queirós na Cartas de Inglaterra, traduzindo o Times, escreveu estas palavras: “ainda que a natureza não dispense bem todo o trabalho do homem… não o repele todavia.” E por essa adversativa termina o período. Creio que as duas adversativas, a de Eça e a minha, para o ponto questionado, se equivalem. (Ver a pág. 216 da ed. de 1905, pela casa Chardron).
Carneiro Vilela conclui o cap. XIX de seu romance, Os filhos do governador, pelo modo seguinte: “Não tinha fome, porém.” (Jornal pequeno, de 10 de março de 1905, primeira pág., 4a col.)

(Em defesa do Projeto de Código Civil Brasileiro, 1906.)

Fonte: Academia Brasileira de Letras

Blaise Pascal – Matemático – Cientista

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Blaise Pascal
* Clermont, França – 19 de Junho de 1623 d.C
+ Paris, França – 19 de Agosto de 1662 d.C

Filho de Etienne Pascal e Antoinette Begon, ficou órfão de mãe aos três anos de idade. Suas extraordinárias qualidades de inteligência, reveladas desde os primeiros anos da infância, tornaram-se todo o orgulho do pai de Pascal, que quis encarregar-se pessoalmente de sua educação.

Pascal manifestou, desde logo, um pendor excepcional pelas matemáticas, a tal ponto que, segundo sua irmã Gilberte, chegou a descobrir os fundamentos da geometria euclidiana. Aos dezesseis anos de idade, escreveu um tratado de tal profundeza que se dizia não ter sido escrito outro, depois de Arquimedes, que se lhe pudesse comparar.

Esse tratado despertou o entusiasmo de Descartes. Enquanto isso, continuava Pascal os seus estudos do latim e do grego, nos quais seu pai o havia iniciado, e, nos intervalos, dedicava-se também à lógica, à física, à filosofia.

Aos dezoito anos de idade, inventou uma máquina de calcular. Aos vinte e três, já era senhor de imenso cabedal científico, tendo descoberto várias leis sobre a densidade do ar, o equilíbrio dos líquidos, o triângulo aritmético, o cálculo das probabilidades, a prensa hidráulica, etc. Um dia, porém, na ponte de Neuilly, foi vítima de um acidente e começou a sofrer de alucinações, vendo aparecer sempre diante de si um abismo aberto para tragá-lo.

Desde então, tornou-se profundamente religioso, renunciou a todos os seus conhecimentos e, passando a viver solitariamente, internado na abadia de Port-Royal, dedicou-se exclusivamente à defesa do cristianismo. Dá-se, hoje, o nome de abismo de Pascal à dificuldade que certos problemas sociais ou morais oferecem em sua elucidação.

A expressão grão de areia de Pascal encontra explicação na seguinte passagem desta obra:
“Cromwell teria destruído toda a cristandade, a família real se teria perdido e a sua se tornado poderosa como nunca, se não fosse um pequeno grão de areia que se introduzira em sua uretra. E até Roma teria tremido sob o seu domínio, se essa areiazinha, que não valia nada em outro lugar, introduzindo-se ali, não o tivesse morto, derrubando sua família e restabelecendo o rei.”

Assim, Com aquela locução, se exprime a idéia de que pequenas causas podem acarretar grandes efeitos.

Toda a vida de Pascal é tida como um grande exemplo de sofrimento resignado e de piedade.

Clarice Lispector – Escritora – Poetisa

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Clarice Lispector
* Ucrânia – 10 de Dezembro de 1920 d.C
+ Rio de Janeiro, RJ – 9 de Dezembro de 1977 d.C

De família judaica, emigrou com a família para o Brasil quando tinha um pouco mais de um ano de idade. Começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife. Clarice falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno familiar, o iídiche.

Obra literária
Em 1944 publicou seu primeiro romance, Perto do coração selvagem.
A literatura brasileira era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando a difícil realidade social do país na época. Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, quer pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, quer pelo estilo solto elíptico, e fragmentário, que críticos reputaram reminiscente de James Joyce e Virginia Woolf, se bem que ainda mais revolucionário.

Em verdade, a obra de Clarice ultrapassou qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa francesa Hélène Cixous vai ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice).

Seu romance mais famoso talvez seja A hora da estrela, o último publicado antes de sua morte. Este livro narra a vida de Macabéa, uma nordestina criada no estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro, e vai morar em uma pensão, tendo sua vida descrita por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M.

Faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57º aniversário. Foi sepultada no Cemitério Israelita do Cajú, no Rio de Janeiro.

Livros de sua autoria
Perto do coração selvagem (1944)
O lustre (1946)
A cidade sitiada (1949)
Alguns contos (1952)
Laços de família (1960)
A maçã no escuro (1961)
A legião estrangeira (1964)
A paixão segundo G.H. (1964)
O mistério do coelho pensante (1967)
A mulher que matou os peixes (1968)
Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres (1969)
Felicidade clandestina (1971)
A imitação da rosa (1973)
Água viva (1973)
A vida íntima de Laura (1974)
A via crucis do corpo (1974)
Onde estivestes de noite (1974)
Visão do esplendor (1975)
A hora da estrela (1977)

Póstumos
Para não esquecer (1978)
Quase de verdade (1978)
Um sopro de vida (pulsações) (1978)
A bela e a fera (1979)
A descoberta do mundo (1984)
Como nasceram as estrelas (1987)
Cartas perto do coração (2001) (cartas trocadas com Fernando Sabino)
Correspondências (2002)
Correio Feminino (2006)
Entrevistas (2007)

Curiosidades
Clarice traduziu para o português, em 1976, o livro Entrevista com o Vampiro, da autora estadounidense Anne Rice.

A primeira edição de Onde estivestes de noite foi recolhida porque foi colocado, erroneamente, um ponto de interrogação no título.

Em artigo publicado no jornal The New York Times, no dia 11/03/2005, a escritora foi descrita como o equivalente de Kafka na literatura latino-americana. A afirmação foi feita por Gregory Rabassa, tradutor para o inglês de Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e de Clarice.

Catulo da Paixão Cearense – Poeta – Músico – Teatrólogo

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Catulo da Paixão Cearense
* São Luís, MA. – 08 de Outubro de 1863 d.C
+ Rio de Janeiro RJ. – 10 de Maio de 1946 d.C
Poeta – Compositor – Músico – Teatrólogo

Nasceu em São Luis do Maranhão e mudou-se para o Rio de Janeiro, com os pais, em 1888, ainda adolescente, onde trabalhou como joelheiro. Relacionou-se com músicos (”chorões”) da época, participando da vida boêmia da cidade. De suas composições, o “Luar de Sertão” (1908), com letra de sua autoria, é até hoje peça popular, considerada um verdadeiro hino do sertanejo.

Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…

Oh que saudade do luar da minha tema
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Esse luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Se a lua nasce por delas da verde mata
Mais porem um sol de prata prateando a solidão
A gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer do coração

Se Deus me ouvisse
Com amor e caridade
Me faria essa vontade
O ideal do coração:
Era que a morte
A descontar me surpreendesse
E eu morresse numa noite
De luar do meu sertão

Trabalhou como relojoeiro. Conheceu vários chorões da época, como Anacleto de Medeiros e Viriato Figueira da Silva, quando se iniciou na música. Integrado nos meios boêmios da cidade, associou-se ao livreiro Pedro da Silva Quaresma, proprietário da Livraria do Povo, que passou a editar em folhetos de cordel o repertório de modinhas da época.

Catulo da Paixão Cearense passou a organizar coletâneas, entre elas O cantor fluminense e O cancioneiro popular, além de obras próprias. Vivia despreocupado, pois era boêmio, e morreu na pobreza.

Suas mais famosas composições são Luar do Sertão, de 1908, que na opinião de Pedro Lessa é o hino nacional do sertanejo brasileiro, e Flor amorosa (sem data). Também o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da “modinha”.

Carlos Drummond de Andrade – Poeta

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Carlos Drummond de Andrade
* Itabira do Mato Dentro, MG. – 31 de Outubro de 1902 d.C
+ Rio de Janeiro RJ. – 17 de Agosto de 1987 d.C

De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental”.

De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas.

Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.

Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

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Escultura do poeta na Praia de Copacabana
Escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade, criada pelo artista mineiro Leo Santana.
Instalada em Copacabana – em frente à rua em que o poeta morou – no dia 31 de outubro de 2003 – Ano do Centenário do Poeta

Cronologia:

  • 1902 – Nasce em Itabira do Mato Dentro, Estado de Minas Gerais; nono filho de Carlos de Paula Andrade, fazendeiro, e D. Julieta Augusta Drummond de Andrade.
  • 1910 – Inicia o curso primário no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito. em Belo Horizonte, onde conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco.
  • 1916 – Aluno interno no Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, Belo Horizonte.
  • 1917 – Toma aulas particulares com o professor Emílio Magalhães, em Itabira.
  • 1918 – Aluno interno no Colégio Anchieta da Companhia de Jesus em Nova Friburgo; é laureado em “certames literários”. Seu irmão Altivo publica, no único exemplar do jornalzinho Maio, seu poema em prosa “ONDA”.
  • 1919 – Expulso do Colégio Anchieta mesmo depois de ter sido obrigado a retratar-se. Justificativa da expulsão: “insubordinação mental”.
  • 1920 – Muda-se com a família para Belo Horizonte.
  • 1921 – Publica seus primeiros trabalhos na seção “Sociais” do Diário de Minas. Conhece Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Alberto Campos, Mário Casassanta, João Alphonsus, Batista Santiago, Aníbal Machado, Pedro Nava, Gabriel Passos, Heitor de Sousa e João Pinheiro Filho, todos freqüentadores do Café Estrela e da Livraria Alves.
  • 1922 – Ganha 50 mil réis de prêmio pelo conto “Joaquim do Telhado” no concurso Novela Mineira. Publica trabalhos nas revistas Todos e Ilustração Brasileira.
  • 1923 – Entra para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte.
  • 1924 – Escreve carta a Manuel Bandeira, manifestando-lhe sua admiração. Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade no Grande Hotel de Belo Horizonte. Pouco tempo depois inicia a correspondência com Mário de Andrade, que durará até poucos dias antes da morte de Mário.
  • 1925 – Casa-se com a senhorita Dolores Dutra de Morais, a primeira ou segunda mulher a trabalhar num emprego (como contadora numa fábrica de sapatos), em Belo Horizonte. Funda, junto com Emílio Moura e Gregoriano Canedo, A Revista, órgão modernista do qual saem 3 números. Conclui o curso de Farmácia mas não exerce a profissão, alegando querer “preservar a saúde dos outros”.
  • 1926 – Leciona Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de Itabira. Volta para Belo Horizonte, por iniciativa de Alberto Campos, para trabalhar como redator-chefe do Diário de Minas. Heitor Villa Lobos, sem conhecê-lo, compõe uma seresta sobre o poema “Cantiga de Viúvo”.
  • 1927 – Nasce, no dia 22 de março, mas vive apenas meia hora, seu filho Carlos Flávio.
  • 1928 – Nasce, no dia 4 de março, sua filha Maria Julieta, quem se tornará sua grande companheira ao longo da vida. Publica na Revista de Antropofagia de São Paulo, o poema “No meio do caminho”, que se torna um dos maiores escândalos literários do Brasil. 39 anos depois publicará “Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema”, coletânea de críticas e matérias resultantes do poema ao longo dos anos. Torna-se auxiliar de redação da Revista do Ensino da Secretaria de Educação.
  • 1929 – Deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão oficial do Estado, como auxiliar de redação e pouco depois, redator, sob a direção de Abílio Machado.
  • 1930 – Publica seu primeiro livro, “Alguma Poesia”, em edição de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário “Edições Pindorama”, criado por Eduardo Frieiro. Auxiliar de Gabinete do Secretário de Interior Cristiano Machado; passa a oficial de gabinete quando seu amigo Gustavo Capanema substitui Cristiano Machado.
  • 1931 – Falece seu pai, Carlos de Paula Andrade, aos 70 anos.
  • 1933 – Redator de A Tribuna. Acompanha Gustavo Capanema quando este é nomeado Interventor Federal em Minas Gerais.
  • 1934 – Volta a ser redator dos jornais Minas Gerais, Estado de Minas e Diário da Tarde, simultaneamente. Publica “Brejo das Almas” em edição de 200 exemplares, pela cooperativa Os Amigos do Livro. Muda-se, com D. Dolores e Maria Julieta, para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, novo Ministro de Educação e Saúde Pública.
  • 1935 – Responde pelo expediente da Diretoria-Geral e é membro da Comissão de Eficiência do Ministério da Educação.
  • 1937 – Colabora na Revista Acadêmica, de Murilo Miranda.
  • 1940 – Publica “Sentimento do Mundo” em tiragem de 150 exemplares, distribuídos entre os amigos.
  • 1941 – Assina, sob o pseudônimo “O Observador Literário”, a seção “Conversa Literária” da revista Euclides. Colabora no suplemento literário de A Manhã, dirigido por Múcio Leão e mais tarde por Jorge Lacerda.
  • 1942 – A Livraria José Olympio Editora publica “Poesias”. O Editor José Olympio é o primeiro a se interessar pela obra do poeta.
  • 1943 – Traduz e publica a obra Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac, sob o título de “Uma gota de veneno”.
  • 1944 – Publica “Confissões de Minas”, por iniciativa de Álvaro Lins.

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Vista da cidade de Itabira

  • 1945 – Publica “A Rosa do Povo” pela José Olympio e a novela “O Gerente”. Colabora no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha Carioca. Deixa a chefia de gabinete de Capanema, sem nenhum atrito com este e, a convite de Luís Carlos Prestes, figura como editor do diário comunista, então fundado, Imprensa Popular, junto com Pedro Mota Lima, Álvaro Moreyra, Aydano Do Couto Ferraz e Dalcídio Jurandir. Meses depois se afasta do jornal por discordar da orientação do mesmo. É chamado por Rodrigo M.F. de Andrade para trabalhar na Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde mais tarde se tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.
  • 1946 – Recebe o Prêmio pelo Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe d’Oliveira. Sua filha Maria Julieta publica a novela “A Busca”, pela José Olympio.
  • 1947 – É publicada sua tradução de “Les liaisons dangereuses”, de Choderlos De Laclos, sob o título de “As relações perigosas”.
  • 1948 – Publica “Poesia até agora”. Colabora em Política e Letras, de Odylo Costa, filho. Falece Julieta Augusta Drummond de Andrade, sua mãe. Comparece ao enterro em Itabira que acontece ao mesmo tempo em que é executada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a obra “Poema de Itabira” de Heitor Villa-Lobos, composta sobre seu poema “Viagem na Família”.
  • 1949 – Volta a escrever no jornal Minas Gerais. Sua filha Maria Julieta casa-se com o escritor e advogado argentino Manuel Graña Etcheverry e passa a residir em Buenos Aires, onde desempenhará, ao longo de 34 anos, um importante trabalho de divulgação da cultura brasileira.
  • 1950 – Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu primeiro neto, Carlos Manuel.
  • 1951 – Publica “Claro Enigma”, “Contos de Aprendiz” e “A mesa”. É publicado em Madrid o livro “Poemas”.
  • 1952 – Publica “Passeios na Ilha” e “Viola de Bolso”.
  • 1953 – Exonera-se do cargo de redator do Minas Gerais, ao ser estabilizada sua situação de funcionário da DPHAN. Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu neto Luis Mauricio, a quem dedica o poema “A Luis Mauricio infante”. É publicado em Buenos Aires o livro “Dos Poemas”, com tradução de Manuel Graña Etcheverry, genro do poeta.
  • 1954 – Publica “Fazendeiro do Ar & Poesia até agora”. Aparece sua tradução para “Les paysans”, de Balzac. Realiza na Rádio Ministério de Educação, em diálogo com Lya Cavalcanti, a série de palestras “Quase memórias”. Inicia no Correio da Manhã a série de crônicas “Imagens”, mantida até 1969.
  • 1955 – Publica “Viola de Bolso novamente encordoada”.
  • 1956 – Publica “50 Poemas escolhidos pelo autor”. Aparece sua tradução para “Albertine disparue”, de Marcel Proust.
  • 1957 – Publica “Fala, amendoeira” e “Ciclo”.
  • 1958 – Publica-se em Buenos Aires uma seleção de seus poemas na coleção “Poetas del siglo veinte”. É encenada e publicada a sua tradução de “Doña Rosita la soltera” de Federico García Lorca, pela qual recebe o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais.
  • 1960 – Nasce seu terceiro neto, Pedro Augusto, em Buenos Aires. A Biblioteca Nacional publica a sua tradução de “Oiseaux-Mouches orthorynques du Brèsil” de Descourtilz. Colabora em Mundo Ilustrado.
  • 1961 – Colabora no programa Quadrante da Rádio Ministério da Educação, instituído por Murilo Miranda. Falece seu irmão Altivo.
  • 1962 – Publica “Lição de coisas”, “Antologia Poética” e “A bolsa & a vida”. É demolida a casa da Rua Joaquim Nabuco 81, onde viveu 36 anos. Passa a morar em apartamento. São publicadas suas traduções de “L’Oiseau bleu” de Maurice Maeterlink e de “Les fouberies de Scapin”, de Molière, esta última é encenada no Teatro Tablado do Rio de Janeiro. Recebe novamente o Prêmio Padre Ventura. Se aposenta como Chefe de Seção da DPHAN, após 35 anos de serviço público, recebendo carta de louvor do Ministro da Educação, Oliveira Brito.
  • 1963 – É lançada sua tradução de “Sult” (Fome) de Knut Hamsun. Recebe os Prêmios Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores, e Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil, pelo livro “Lição de coisas”. Colabora no programa Vozes da Cidade, instituído por Murilo Miranda, na Rádio Roquete Pinto, e inicia o programa Cadeira de Balanço, na Rádio Ministério da Educação. Viaja, com D. Dolores, a Buenos Aires durante as férias.
  • 1964 – Publica a primeira edição da “Obra Completa”, pela Aguilar.
  • 1965 – São lançados os livros “Antologia Poética”, em Portugal; “In the middle of the road”, nos Estados Unidos; “Poesie”, na Alemanha. Publica, em colaboração com Manuel Bandeira, “Rio de Janeiro em prosa & verso”. Colabora em Pulso.
  • 1966 – Publica “Cadeira de balanço”, e na Suécia é lançado “Naten och rosen”.

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Casa onde nasceu Drummond – Itabira, Minas Gerais

  • 1967 – Publica “Versiprosa”, “Mundo vasto mundo”, com tradução de Manuel Graña Etcheverry, em Buenos Aires e publicação de “Fyzika strachu” em Praga.
  • 1968 – Publica “Boitempo & A falta que ama”. Membro correspondente da Hispanic Society of America, Estados Unidos.
  • 1969 – Deixa o Correio da Manhã e começa a escrever para o Jornal do Brasil. Publica “Reunião (10 livros de poesia)”.
  • 1970 – Publica “Caminhos de João Brandão”.
  • 1971 – Publica “Seleta em prosa e verso”. Edição de “Poemas” em Cuba.
  • 1972 – Viaja a Buenos Aires com D. Dolores para visitar a filha, Maria Julieta. Publica “O poder ultrajovem”. Jornais do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70º aniversário do poeta.
  • 1973 – Publica “As impurezas do branco”, “Menino Antigo – Boitempo II”, “La bolsa y la vida”, em Buenos Aires, e “Réunion”, em Paris.
  • 1974 – Recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos Literários. Membro honorário da American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, Estados Unidos.
  • 1975 – Publica “Amor, Amores”. Recebe o Prêmio Nacional Walmap de Literatura e recusa, por motivo de consciência, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal.
  • 1977 – Publica “A visita”, “Discurso de primavera e algumas sombras” e “Os dias lindos”. Grava 42 poemas em 2 long plays, lançados pela Polygram. Edição búlgara de “UYBETBO BA CHETA” (Sentimento do Mundo).
  • 1978 – Publica “70 historinhas” e “O marginal Clorindo Gato”. Edições argentinas de “Amar-amargo” e “El poder ultrajoven”.
  • 1979 – Publica “Poesia e Prosa”, 5ª edição, revista e atualizada, pela editora Nova Aguilar. Viaja a Buenos Aires por motivo de doença de sua filha Maria Julieta. Publica “Esquecer para lembrar – Boitempo III”.
  • 1980 – Recebe os Prêmios Estácio de Sá, de jornalismo, e Morgado Mateus (Portugal), de poesia. Edição limitada de “A paixão medida”. Noite de autógrafos na Livraria José Olympio Editora para o lançamento conjunto da edição comercial de “A paixão medida” e “Um buquê de Alcachofras”, de Maria Julieta Drummond de Andrade; o poeta e sua filha autografam juntos na Casa José Olympio. Edição de “En rost at folket”, Suécia. Edição de “The minus sign”, Estados Unidos. Edição de “Gedichten” Poemas, Holanda.
  • 1981 – Publica “Contos Plausíveis” e “O pipoqueiro da esquina”. Edição inglesa de “The minus sign”.
  • 1982 – Ano do 80º aniversário do poeta. São realizadas exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a data. Recebe o título de Doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Edição mexicana de “Poemas”. A cidade do Rio de Janeiro festeja a data com cartazes de afeto ao poeta. Publica “A lição do amigo – Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade”, com notas do destinatário. Publicação de “Carmina drummondiana”, poemas de Drummond traduzidos ao latim por Silva Bélkior.
  • 1983 – Declina do troféu Juca Pato. Publica “Nova Reunião (19 livros de poesia)”, último livro do poeta publicado, em vida, pela Casa José Olympio.
  • 1984 – Despede-se da casa do velho amigo José Olympio e assina contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede do Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico, com a crônica “Ciao”. Publica, pela Editora Record, “Boca de Luar” e “Corpo”.
  • 1985 – Publica “Amar se aprende amando”, “O observador no escritório” (memórias), “História de dois amores” (livro infantil) e “Amor, sinal estranho”. Edição de “Frän oxen tid”, Suécia.
  • 1986 – Publica “Tempo, vida, poesia”. Edição de “Travelling in the family”, em New York, pela Random House. Escreve 21 poemas para a edição do centenário de Manuel Bandeira, preparada pela editora Alumbramento, com o título “Bandeira, a vida inteira”. Sofre um infarto e é internado durante 12 dias.
  • 1987 – No 31 de janeiro escreve seu último poema, “Elegia a um tucano morto” que passa a integrar “Farewell”, último livro organizado pelo poeta. É homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com o samba enredo “No reino das palavras”, que vence o Carnaval 87. No dia 5 de agosto, depois de 2 meses de internação, falece sua filha Maria Julieta, vítima de câncer. “E assim vai-se indo a família Drummond de Andrade” – comenta o poeta. Seu estado de saúde piora. 12 dias depois falece o poeta, de problemas cardíacos e é enterrado no mesmo túmulo que a filha, no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro. O poeta deixa obras inéditas: “O avesso das coisas” (aforismos), “Moça deitada na grama”, “O amor natural” (poemas eróticos), “Viola de bolso III” (Poesia errante), hoje publicados pela Record; “Arte em exposição” (versos sobre obras de arte), “Farewell”, além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical, ainda sem título. Edições de “Moça deitada na grama”, “O avesso das coisas” e reedição de “De notícias e não notícias faz-se a crônica” pela Editora Record. Edição de “Crônicas – 1930-1934?. Edição de “Un chiaro enigma” e “Sentimento del mondo”, Itália. Publicação de “Mundo Grande y otros poemas”, na série Los grandes poetas, em Buenos Aires.
  • 1988 – Publicação de “Poesia Errante”, livro de poemas inéditos, pela Record.
  • 1989 – Publicação de “Auto-retrato e outras crônicas”, edição organizada por Fernando Py. Publicação de “Drummond: frente e verso”, edição iconográfica, pela Alumbramento, e de “Álbum para Maria Julieta”, edição limitada e fac-similar de caderno com originais manuscritos de vários autores e artistas, compilados pelo poeta para sua filha. A Casa da Moeda homenageia o poeta emitindo uma nota de 50 cruzeiros com seu retrato, versos e uma auto-caricatura.
  • 1990 – O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) organiza uma exposição comemorativa dos 60 anos da publicação de “Alguma Poesia”. Palestras de Manuel Graña Etcheverry, “El erotismo en la poesía de Drummond” no CCBB e de Affonso Romano de Sant’Anna, “Drummond, um gauche no mundo”. Encenação teatral de “Mundo, vasto mundo”, com Tônia Carrero, o coral Garganta e Paulo Autran, sob a direção deste no Teatro II do CCBB. Encenação de “Crônica Viva”, com adaptação de João Brandão e Pedro Drummond, no CCBB. Edição da antologia “Itabira”, em Madrid, pela editora Visor. Edição limitada de “Arte em exposição”, pela Salamandra. Edição de “Poésie”, pela editora Gallimard, França.
  • 1991 – Publicação de “Obra Poética”, pela editora Europa-América, em Portugal.
  • 1992 – Edição de “O amor natural”, de poemas eróticos, organizada pelo autor, com ilustrações de Milton Dacosta e projeto gráfico de Alexandre Dacosta e Pedro Drummond. Publicação de “Tankar om ordet menneske”, Noruega. Edição de “Die liefde natuurlijk” (O amor natural) na Holanda.
  • 1993 – Publicação de “O amor natural”, em Portugal, pela editora Europa-América. Prêmio Jabuti pelo melhor livro de poesia do ano, “O amor natural”.
  • 1994 – Publicação pela Editora Record de novas edições de “Discurso de primavera” e “Contos plausíveis”. No dia 2 de julho falece D. Dolores Morais Drummond de Andrade, viúva do poeta, aos 94 anos.
  • 1995 – Encenação teatral de “No meio do caminho…”, crônicas e poemas do poeta com roteiro e adaptação de João Brandão e Pedro Drummond. Lançamento de um selo postal em homenagem ao poeta. Drummond na era digital, publicação de uma pequena antologia em 5 idiomas sob o título de “Alguma Poesia”, no World Wide Web , Internet, na data de seu 93º aniversário. Projeto do CD-ROM “CDA-ROM”, que visa a publicar, em ambiente interativo e com os recursos da multimídia, os 40 poemas recitados pelo autor, uma iconografia baseada na coleção de fotografias do poeta, entrevistas em vídeo e um curta-metragem.
  • 1996 – Lançamento do livro Farwell, último organizado pelo poeta, no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com a apresentação de Joana Fomm e José Mayer. Esse livro é ganhador do Prêmio Jabuti.
  • 1997 – Primeira edição interativa do livro “O Avesso das Coisas”.
  • 1998 – Inauguração do Museu de Território Caminhos Dummondianos em Itabira. No dia 31 de outubro é inaugurado o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, no Pico do Amor da cidade de Itabira. Prêmio in memorian Medalha do Sesquicentenário da Cidade de Itabira.
  • 1999 – I Forum Itabira Século XXI – Centenário Drummond, realizado na cidade de Itabira. Lançamento do CD “Carlos Drummond de Andrade por Paulo Autran”, pelo selo Luz da Cidade.
  • 2000 – Inaugurada a Biblioteca Carlos Drummond de Andrade do Colégio Arnaldo de Belo Horizonte. Lançamento do CD “Contos de aprendiz por Leonardo Vieira”, pelo selo Luz da Cidade. Estréia no dia 31 de outubro o espetáculo “Jovem Drummond”, estrelado por Vinícius de Oliveira, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e Itabira (Secretaria de Cultura do Município). Lançamento do CD “História de dois amores – contadas por Odete Lara”, pela gravadora Luz da Cidade. Encenação pela Comédie Française da peça de Molière Les Fourberies de Scapin, com tradução do biografado, nos teatros Municipal do Rio de Janeiro e Municipal de São Paulo. Lançamento do projeto “O Fazendeiro do Ar”, com o “balão Drummond”, na Lagoa Rodrigo de Freitas – Rio de Janeiro. II Fórum Itabira Século XXI – Centenário Drummond, realizado em outubro na cidade de Itabira. Homenagem in memoriam Medalha comemorativa dos 70 anos do MEC. Homenagem dos Ex-Alunos da Universidade Federal de Minas Gerais.

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Escultura do poeta na Praia de Copacabana – Detalhe
Escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade, criada pelo artista mineiro Leo Santana.
Instalada em Copacabana – em frente à rua em que o poeta morou – no dia 31 de outubro de 2003 – Ano do Centenário do PoetaBibliografia:
Obras Do Autor

Poesias:

Alguma poesia. Belo Horizonte: Edições Pindorama, 1930.
Brejo das almas. Belo Horizonte: Os Amigos do Livro, 1934.
Sentimento do mundo. Rio de Janeiro: Pongetti, 1940; 10a ed., Rio de Janeiro: Record, 2000.
Poesias (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José). Rio de Janeiro: J.Olympio, 1942.
A rosa do povo. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1945
Poesia até agora. (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1948.
A máquina do mundo (incluído em Claro enigma). Rio de Janeiro: Luís Martins, 1949 (exemplar único).
Claro enigma. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1951.
A mesa (incluído em Claro enigma). Niterói: Hipocampo, 1951 (70 exemplares).
Viola de bolso. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1952.
Fazendeiro do ar & Poesia até agora. (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma, Fazendeiro do ar). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1954.
Viola de bolso (incluindo Viola de bolso novamente encordoada); 2ª. ed. aumentada, Os Cadernos de Cultura, Rio de Janeiro: J. Olympio, 1955.
Soneto da buquinagem (incluído em Viola de bolso novamente encordoada). Rio de Janeiro: Philobiblion, 1955 (100 exemplares).
Ciclo (incluído em A vida passada a limpo e em Poemas). Recife: O Gráfico Amador, 1957. (96 exemplares).
Poemas (Alguma poesia, Brejo das Almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1959.
Lição de coisas. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1964.
Obra completa. (Estudo crítico de Emanuel de Moraes, fortuna crítica, cronologia e bibliografia). Rio de Janeiro: Aguilar, 1964 (publicada pela mesma editora sob o título Poesia completa e prosa (1973), e sob o título de Poesia e prosa (1979).
Versiprosa. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967.
José & Outros (José, Novos poemas, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo, 4 Poemas, Viola de bolso II). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967.

Boitempo & A falta que ama. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.
Nudez (incluído em Poemas). Recife: Escola de Artes, 1979 (50 exemplares).
Reunião (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Clara enigma, Fazendeiro do ar, A vida
passada a limpo, Lição de coisas, 4 Poemas). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1969.
D. Quixote (Glosas a 21 desenhos de Cândido Portinari). Rio de Janeiro: Diagraphis, 1972.
As impurezas do branco. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1973.
Menino antigo (Boitempo II). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1973.
Minas e Drummond. (ilustrações de Yara Tupinambá, Wilde Lacerda, Haroldo Mattos, Júlio Espíndola, Jarbas Juarez, Álvaro Apocalypse e Beatriz Coelho). Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais,1973 (500 exemplares).
Amor, amores (desenhos de Carlos Leão). Rio de Janeiro: Alumbramento, 1975 (423 exemplares).
A visita (incluído em A paixão medida) (fotos de Maureen Bisilliat). São Paulo: edição particular, 1977 (125 exemplares).
Discurso de primavera e algumas sombras. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1977.
O marginal Clorindo Gato (incluído em A paixão medida). Rio de Janeiro: Avenir, 1978.
Nudez (incluído em Poemas). Recife: Escola de artes, 1979 (50 exemplares)
Esquecer para lembrar (Boitempo III). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979.
A paixão medida (desenhos de Emeria Marcier). Rio de Janeiro:
Alumbramento, 1980. (643 exemplares).
Nova Reunião – 19 livros de poesias. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1983
O elefante (Ilustrações de Regina Vater). Rio de Janeiro: Record. Coleção Abre-te Sésamo, 1983.
Caso do vestido. Rio de Janeiro: Rioarte, 1983 (adaptado para o teatro por Aderbal Júnior).
Corpo (Ilustrações de Carlos Leão). Rio de Janeiro: Record, 1984.
Mata Atlântica (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo Magnani) Rio de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&M, 1984.
Amor, sinal estranho (litografias originais de Bianco). Rio de Janeiro: Lithos Edições de Arte, 1985 (100 exemplares).
Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
Pantanal (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo Magnani). Rio de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&M, 1985.
Boitempo I e II (Reunião de poemas publicados anteriormente nos livros Boitempo, Menino antigo e Esquecer para lembrar). Rio de Janeiro: Record, 1986.
O prazer das imagens (fotografias de Hugo Rodrigo Octavio – legendas inéditas de Carlos Drummond de Andrade). São Paulo: Metal Leve/Hamburg, 1987 (500 exemplares).
Poesia Errante: derrames líricos, e outros nem tanto ou nada. Rio de Janeiro: Record, 1988.
Arte em Exposição. Rio de Janeiro: Salamandra/Record, 1990.
O Amor Natural. (Ilustrações Milton Dacosta). Rio de Janeiro: Record, 1992.
A Vida Passada a Limpo. Rio de Janeiro: Record, 1994.
Rio de Janeiro (fotos de Michael Sonnenberg). Liechtenstein: Verlag Kunt und Kultur, 1994.
Farewell. Rio de Janeiro: Record, 1996.
A Senha do Mundo. Rio de Janeiro: Record, 1996; (reeditado em 1998, pela Record, com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso).
A Cor de Cada um. Rio de Janeiro: Record, 1996; (reeditado em 1998, pela Record, com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso).

Crônicas:

Fala, amendoeira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957.
A bolsa & a vida. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962.
Cadeira de balanço. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1966.
Caminhos de João Brandão. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1970.
O poder ultrajovem. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1972.
De notícias & não notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro: J. Olympio,1974.
Os dias lindos. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1977.
Crônica das favelas cariocas. Rio de Janeiro: edição particular, 1981.
Boca de luar. Rio de Janeiro: Record, 1984.
Crônicas de 1930/1934 (Crônicas assinadas com os pseudônimos: Antônio Crispim e Barba Azul). Belo Horizonte: Revista do Arquivo Público Mineiro, 1984. [Reeditado em 1987 pela Secretaria da Cultura de Minas Gerais - ilustrações de Ana Raquel.]
Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987.
Auto-Retrato e Outras Crônicas. Seleção Fernando Py. Rio de Janeiro:Record, 1989.
O Sorvete e Outras Histórias. São Paulo: Ática, 1993.
Vó Caiu na Piscina. Rio de Janeiro: Record, 1996.

Contos:

O gerente (incluído em Contos de aprendiz). Rio de Janeiro: Horizonte,1945.
Contos de aprendiz. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1951.
70 historinhas. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1978. (Seleção de textos dos livros de crônicas: Fala amendoeira, A bolsa & a vida, Cadeira de balanço, Caminhos de João Brandão, O poder ultrajovem, De notícias & não notícias faz-se a crônica e Os dias lindos.)
Contos plausíveis (ilustrações de Irene Peixoto e Márcia Cabral). Rio de Janeiro: J. Olympio/Editora JB, 1981.
O pipoqueiro da esquina (Desenhos de Ziraldo). Rio de Janeiro: Codecri,1981.
História de dois amores (Desenhos de Ziraldo). Rio de Janeiro: Record,1985.
Criança dagora é fogo. Rio de Janeiro: Record, 1996.

Ensaios:

Confissões de Minas. Rio de Janeiro: Americ-Edit., 1944.
Passeios na ilha. Rio de Janeiro: Simões,1952.
Minas Gerais (Antologia). Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1967. Coleção Brasil, Terra & Alma.
A Lição do amigo (cartas de Mário de Andrade – introdução e notas de CDA). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1982.
Em certa casa da rua Barão de Jaguaribe (ata comemorativa dos 20 anos do Sabadoyle). Rio de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle, 1984.
O observador no escritório (Memória). Rio de Janeiro: Record, 1985.
Tempo, vida, poesia (entrevistas à Rádio MEC). Rio de Janeiro:Record.,1986.
Saudação a Plínio Doyle. Rio de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle, 1986.
O avesso das coisas (Aforismos – ilustrações de Jimmy Scott). Rio de Janeiro: Record, 1987.

Antologias:

Português:
Neste caderno… In: 10 Histórias de bichos (em colaboração com Godofredo Rangel, Graciliano Ramos, João Alphonsus, Guimarães Rosa, J. Simões Lopes Neto, Luís Jardim, Maria Julieta,Marques Rebelo, Orígenes Lessa, Tristão da Cunha). Rio de Janeiro: Condé, 1947 (220 exemplares).
50 poemas escolhidos pelo autor. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1956.
Antologia poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962.
Quadrante (em colaboração com Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962.
Quadrante II (em colaboração com Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1963.
Antologia poética (seleção e prefácio de Massaud Moisés). Lisboa: Portugália, 1965. Coleção Poetas de Hoje.
Vozes da cidade (em colaboração com Cecília Meireles, Genolino Amado, Henrique Pongetti, Maluh de Ouro Preto, Manuel Bandeira e Raquel de Queirós). Rio de Janeiro: Record, 1965.
Rio de Janeiro em prosa & verso (antologia em colaboração com Manuel Bandeira). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1965. Coleção Rio 4 Séculos.
Uma pedra no meio do caminho (biografia de um poema). Apresentação de Arnaldo Saraiva). Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1967.
Seleta em prosa e verso (estudo e notas de Gilberto Mendonça Teles). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1971.
Elenco de cronistas modernos (em colaboração com Clarice Lispector, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Raquel de Queirós e Rubem Braga). Rio de Janeiro: Sabiá, 1971.
Atas poemas. Natal na Biblioteca de Plínio Doyle (em colaboração com Alphonsus de Guimaraens Filho, Enrique de Resende, Gilberto Mendonça Teles, Homero Homem, Mário da Silva Brito, Murilo Araújo, Raul Bopp, Waldemar Lopes). Rio de Janeiro, Sabadoyle, 1974.
Para gostar de ler (em colaboração com Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). São Paulo: Ática, 1977-80.
Para Ana Cecília (em colaboração com João Cabral de Melo Neto, Mauro Mota, Odilo Costa Filho, Ledo lvo, Marcus Accioly e Gilberto Freire). Recife: Edição Particular, 1978.
O melhor da poesia brasileira (em colaboração com João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira e Vinícius de Moraes). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1979.
Carlos Drummond de Andrade. Seleção de textos, notas, estudo biográfico, histórico-crítico e exercícios de Rita de Cássia Barbosa. São Paulo: Abril, 1980.
Literatura comentada. São Paulo: Abril, 1981.
Antologia poética. São Paulo: Abril Cultural, 1982.
Quatro vozes (em colaboração com Rachel de Queiroz, Cecília Meirelles e Manuel Bandeira). Rio de Janeiro: Record, 1984.
60 anos de poesia. (organização e apresentação de Arnaldo Saraiva).Lisboa: O Jornal, 1985.
Quarenta historinhas e cinco poemas (leitura e exercícios para estudantes de Português nos EUA). Flórida: University of Florida, 1985.
Bandeira – A vida inteira (textos extraídos da obra de Manuel Bandeira e 21 poemas de Carlos Drummond de Andrade – fotos do Arquivo – Museu de Literatura da Fundação Casa Rui Barbosa). Rio de Janeiro: Alumbramento/Livroarte, 1986.
Álbum para Maria Julieta. Coletânea de dedicatórias reunidas por Carlos Drummond de Andrade para sua filha, acompanhado de texto extraído da obra do autor. Rio de Janeiro: Alumbramento / Livroarte, 1989.
Obra poética. Portugal: Publicações Europa-América, 1989.
Rua da Bahia (em colaboração com Pedro Nava). Belo Horizonte:Universidade Federal de Minas Gerais, 1990.
Setecontos, setencantos (em colaboração com Caio Porfírio Carneiro, Herberto Sales, Ideu Brandão, Miguel Jorge, Moacyr Scliar e Sergio Faraco – organizado por Elias José). São Paulo: FTD.
Carlos Drummond de Andrade (org. de Fernando Py e Pedro Lyra). Rio de Janeiro: Agir,1994.
As palavras que ninguém diz. (Seleção Luzia de Maria). Rio de Janeiro: Record, 1997, (Mineiramente Drummond).
Historias para o Rei. (Seleção Luzia de Maria). Rio de Janeiro: Record,1997 (Mineiramente Drummond).
A palavra mágica. (Seleção Luzia de Maria). Rio de Janeiro: Record, 1997 (Mineiramente Drummond).
Os amáveis assaltantes. Rio de Janeiro: Agora Comunicação Integrada, 1998.

Em outras línguas:
Alemão:
Poesie (tradução de Curt Meyer-Clason). Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1965.
Gedichte (tradução de Curt Meyer-Clason). Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1982.

Búlgaro:
lybctbo ba cbeta (tradução de Alexandre Muratov e Atanas Daltchev). Sófia: Narodna Cultura, 1977.

Chinês:
Antologia da poesia brasileira (seleção de Antônio Carlos Secchin e tradução de Zhao Deming). Pequim: Embaixada do Brasil, 1994.

Dinamarquês:
Verdensfornemmelse og Andre Digte (Tradução de Peter Poulsen). Copenhague: Borgens Forlag, 2000.

Espanhol:
Poemas (seleção, versão e introdução de Rafael Santos Torroella). Madri: Ediciones Rialp, 1951. Colección Adonai.
Dos poemas (traduzidos por Manuel Grana Etcheverry). Buenos Aires: Ediciones Botella al Mar, 1953.
Poetas del siglo veinte. Carlos Drummond de Andrade (seleção e versão de Ramiro de Casasbellas). Buenos Aires: Ediciones Poesia, 1957.
Poesía de Carlos Drurnmond de Andrade (tradução de Armando Uribe Arce, Thiago de Mello e Fernando de Alencar). Santiago do Chile: Cadernos Brasileiros: Série Poesia, 1963.
Seis Poetas Contemporáneos del Brasil (tradução Manuel Grana Etcheverry). La Paz: Embajada del Brasil, 1966 (Cuadernos Brasilenos).
Mundo, vasto mundo (Tradução de Manuel Grana Etcheverry). Buenos Aires: Editorial Losada, 1967. Colección Poetas de Ayer y de Hoy.
Poemas (introdução, seleção e notas de Munoz-Unsain). Havana: Casa de las Americas, 1970.
La bolsa y la vida (tradução de Maria Rosa Oliver). Buenos Aires: Ediciones de la Flor, 1973.
Poemas (tradução de Leonidas Cevallos). Lima: Centro de Estudios Brasilenos, 1976. Drummond de Andrade (tradução Gabriel Rodriguez). Caracas: Dirección General de Cultura de la Gobernación del Distrito Fedreal, 1976.
Amar-amargo y otros poemas (tradução de Estela dos Santos). Buenos Aires: Calicanto, 1978.
El poder ultrajovem (tradução de Estela dos Santos). Buenos Aires: Editorial Sudamericana,1978.
Dos cuentos y dos poemas binacionales (em colaboração com Sergio Faraco e Jorge Medoza Enriguez). Santiago do Chile: Instituto Chileno-Brasileño de Cultura de Concepción, 1981.
Poemas (tradução, seleção e introdução de Francisco Cervantes). México: Premià, 1982.
Don Quijote (tradução de Edmund Font – gravuras de Portinari). México: Secretaría de Educación Pública, 1985 (3.000 exemplares).
Antología Poética (tradução, introdução, cronologia e bibliografia de Cláudio Murilo). Madri: Instituto de Cooperación Ibero-americana/ Ediciones Cultura Hispánica, 1986.
Poemas (tradução Renato Sandoval). Lima: Embajada del Brasil, 1989 (Tierra Brasilena).
Itabira (Antología) (tradução Pablo del Barco). Madri: Visor,1990.
Historia de dos poemas (tradução Gloria Elena Bernal). México: SEP, 1992.
Carlos Drummond de Andrade. México: Fondo Nacional para Actividades Sociales, s. d. (Poesia Moderna).

Francês:
Réunion. (Tradução de Jean-Michel Massa). Paris: Aubier-Montaigne, 1973.
Fleur, téléphone et jeune fille… (antologia organizada por Mário Carelli). Paris: L’Alphée, 1980.
Drummond: une esquisse. Rio de Janeiro: Alumbramento / Livroarte, 1981.
Conversation extraordinaire avec une dame de ma connaissance et autres nouvelles. (Tradução de Mario Carelli e outros). Paris: A. M. Métailié, 1985.
Mon éléphant. (Tradução de Vivete Desbans. Ilustrações de Hélène Vicent). Paris: Éditions ILM, 1987. Collection bilingue.
Poésie (tradução Didier Lamaison). Paris: Gallimard, 1990.

Holandês:
Gedichten (tradução de August Willensem). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers, 1980.
20 gedichten van Carlos Drummond de Andrade (tradução de August Willensen – Fotos de Sérgio Zalis). Amsterdam: Riksakademie van beeldende Kunsten, 1983.
De liefde, natuurlijk: gedichten (tradução August Willemsen). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers, 1992.
Farewell (tradução August Wil)emsen). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers, 1996.

Inglês:
In the middle of the road (tradução de John Nist). Tucson: University of Arizona Press, 1965.
Souvenir of the ancient world (tradução de Mark Strand). New York: Antaeu, 1976.
Poems (tradução de Virgínia de Araújo). Palo Alto: WPA, 1977.
The minus sign (tradução de Virgínia de Araújo). Redding Ridge: Black Scvan Books, 1980.
The minus sign (tradução de Virgínia de Araújo). Manchester: Carcanet New Press, 1981.
Travelling in the family (selected poems) (tradução de Elizabeth Bishop e Gregory Rabassa). Nova York: Random House; Toronto: Random House of Canada, 1986.

Italiano:
Sentimento del Mondo (Tradução Antonio Tabucchi). Torino: Giulio Einaudi, 1987 (Poesia).
Un Chiaro Enigma (tradução Fernanda Toriello). Bari: Stampa Puglia, 1990.
La Visita (tradução Luciana Stegagno Picchio). Milão: Libri Scheiwiller, 1996.
Racconti Plausibili (tradução Alessandra Ravatti). Roma: Fahrenheit, 1996.
L’ Armore Naturale (tradução Fernanda Toriello). Bari: Adriatica, 1997.

Latim:
Carmina drummondiana. (Tradução de Silva Bélkior). Rio de Janeiro: Salamandra, 1982.

Norueguês:
Tankar om Ordet Menneske. (Tradução Alf Saltveit). Oslo: Solum, 1992.

Sueco:
Natten och rosen (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: Norstedt & Söners, 1966.
En ros at folket. (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: P.A. Norstedt & Söners, 1980.
Fran oxens tid. (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: P.A. Norstedt & Söners,1985. Tvarsnitt. (Tradução Arne Lundgren). Estocolmo: Nordan, 1987.
Ljuset Spranger Natten. (Tradução Arne Lundgren). Lysekil: F. Forlag, 1990.

Tcheco:
Fyzika strachu. (Tradução de Vladimir Mikes). Praga: Odeon, 1967.

Traduções:
Uma gota de veneno (Thérèse Desqueyroux), de François Mauriac. Rio de Janeiro: Pongetti, 1943.
As relações perigosas (Les Liaisons dangereux), de Choderlos de Laclos. Porto Alegre: Globo,1947.
Os camponeses (Les Paysans), de Honoré de Balzac. In: A comédia humana. Porto Alegre: Globo, 1954.
A fugitiva (Albertine disparue), de Marcel Proust. Porto Alegre: Globo, 1956.
Dona Rosita, a solteira ou a linguagem das flores (Dona Rosita la soltera o el lenguaje de lãs flores), de Federico García Lorca. Rio de Janeiro: Agir, 1959.
Beija-Flores do Brasil (Oiseaux-mouches Orthorynques du Brésil), de Th. Descourtilz. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1960.

O pássaro azul (L’Oiseau bleu), de Maurice Maeterlinck. Rio de Janeiro:
Delta, 1962. Artimanhas de Scapino (Les Fourberies de Scapin), de
Molière. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1962.

Fome (Sult), de Knut Hamsun. Rio de Janeiro: Delta,1963.

Livros em Braile:
Boca de luar. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1985.
Corpo. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1990.
Sentimento do mundo. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2000.

Sobre o autor:
Esfinge Clara – Garcia, Othon Moacyr (1955) – Rio de Janeiro
Palavra puxa palavra em C. D. de Andrade – Garcia, Othon Moacyr (1955), Rio de Janeiro
A rima na poesia de C. D. Andrade – Martins, Hélcio (1968) – Rio de Janeiro
Drummond: a estilística da repetição – Teles, Gilberto M. (1970) – Rio de Janeiro
Drummond rima Itabira mundo – Moraes, Emanuel de (1971) – Rio de JaneiroTerra e família na poesia de C. D. Andrade – Coelho, Joaquim-Francisco (1973) – Rio de Janeiro
Verso universo de Drummond – Merquior, José Guilherme (1975) – Rio de JaneiroDrummond de Andrade – Santiago, Silviano (1976) – Petrópolis
A dramaticidade na poesia de Drummond – Schuler, Donald (1979); Porto Alegre
Drummond: Análise da Obra – Sant’Anna, Affonso Romano de (1980); Rio de Janeiro
Ó de Itabira (poema) – Accioly, Marcus (1980) – Rio de Janeiro
Bibliografia comentada de Carlos Drummond de Andrade (1918-1930).Py, Fernando (1981) – Rio de Janeiro
El erotismo en la poesía de Carlos Drummond de Andrade – Etcheverry,Manuel Graña (1990) – Buenos Aires.